Lalá & Lulu on the Road – Atlanta to Kansas City

Segundo dia da viagem de carro com a mudança do Lucas para Denver. Aliás, não sei se comentei o propósito dessa viagem enorme que fizemos de Miami a Denver, mas foi justamente trazer a mudança dele para cá, já que ele tem a possibilidade de trabalhar remotamente e eu não. Portanto, ele mudou do clima quente e tropical da praia para o clima frio e gelado das montanhas!

Enfim, no último post que escrevi sobre a nossa mega viagem de carro de Miami a Denver, havíamos chegado em Atlanta e, portanto, finalizado o primeiro trecho da viagem. A primeira vez que fui a Atlanta foi em 2002. Eu mal me lembrava de como era a cidade. Infelizmente, não tivemos tempo de passear por Atlanta, então continuo na mesma! Haha! Tínhamos esperança de pelo menos conseguir jantar em algum restaurante legal no centro, perto dos principais pontos turísticos. Aliás, esse foi um dos motivos pelo qual escolhemos ficar num hotel bem em Downtown. O hotel que ficamos, Hilton Atlanta, fica do ladinho dos principais pontos turísitos de Atlanta como a Coca-Cola, o CNN e o Georgia Aquarium, por exemplo. E fica bem no centro, onde geralmente tem os bares e restaurantes mais badalados da cidade. Se não os mais badalados, pelo menos alguns deles. Ah! A propósito, um dos melhores restaurantes da região fica no próprio Hilton Atlanta, o Nikolai’s Roof.

Saímos de Atlanta no domingo de manhã (atrasados), já que tínhamos um longo trecho a percorrer até Kansas City. Um pequeno vacilo nosso foi não pedir café da manhã no quarto, o que nos pouparia tempo e comeríamos melhor. Nesse hotel, há a opção de tomar o café da manhã do hotel no restaurante, a opção de pedir no quarto e ainda a opção de comer na lanchonete do saguão do hotel (que não é tão bom quanto o café da manhã servido no restaurante). Morri de raiva quando vi, na hora de ir embora, esse cartão que dá pra pendurar na porta do lado de fora com as opções de café da manhã e o horário que gostaríamos de tomá-lo. Enfim… Já era…

Nós notamos algumas coisas bem interessantes na Georgia que são, aparentemente, características do estado. Como era domingo de manhã (geralmente o horário no qual as pessoas vão às missas e cultos religiosos), achamos interessante que em todas as rádios estava tocando uma missa ou um culto, mas não música. E assim foi até cruzarmos para o próximo estado: Tennessee, terra do barbecue (ok, uma das terras do barbecue) e do catfish (bagre) empanado no fubá. Bom, o catfish empanado é mais tradicional na região de Memphis, devido ao rio Mississippi.

Quando entramos no estado do Tennessee, eu disse ao Lucas “não saio daqui sem comer o barbecue do Tennessee”. Eu já havia experimentado antes e já sabia como é bom!!! O santo Google e o santo TripAdvisor nos indicaram esse lugar “Martin’s Bar-B-Que Joint“. É uma rede local, e só se encontra desse restaurante em algumas poucas cidades do Tennessee, em uma cidade da West Virginia e em Louisville, no Kentucky. Gente, vocês podem até achar estranho alguém dizer que gosta da carne de porco desfiada com molho barbecue, feijão adocicado (sim com açúcar mascavo, canela, bacon, pimenta e etc) e pão de milho (um bolo de fubá mais salgadinho). Mas vou dizer sinceramente, o barbecue é na minha opinião um dos melhores clássicos americanos! É delicioso!!! O barbecue é um dos pratos típicos da região sul dos EUA e cada estado do sul tem a sua própria identidade, seja no molho bbq, seja no modo de preparar a carne ou o pão de milho. De qualquer forma, não deixem de experimentar se tiverem a oportunidade. Só mais um comentário, churrasco americano não é necessariamente grelhar hambúrgueres, ok?

Eu devo ter ido em apenas uma dezena de restaurantes típicos de barbecue. Sendo que dois deles ficam no Tennessee. O Martin’s BBQ foi um dos meus favoritos (tem alguns que eu adoro aqui da região de Denver, mas depois eu conto sobre esses lugares). Enfim, depois de ficarmos maravilhados com o almoço, seguimos na estrada.

O nosso GPS insistia em nos mandar para Memphis ao invés de nos mandar seguir o caminho mais curto que seria pelo Kentucky e Illinois até Saint Louis, onde pegaríamos a I-70 para Kansas City e posteriormente para Denver. Ficamos encucados com isso até que nos demos conta de que, se você não fizer download de absolutamente todos os mapas dos EUA, o GPS pode deixar de ser um aliado seu na sua viagem. No GPS que temos, Garmin, temos a opção de fazer downloads dos mapas por região (já que os mapas são pesados). O trecho do Kentucky era muito pequeno, mas não sabíamos que esse trecho não estava incluído no download que fizemos. “Ah, mas por que então não fizeram o download do mapa todo?” Porque precisávamos de um cartão de memória e nos esquecemos desse detalhe. Enfim, fica o alerta para quem for viajar de carro pelos EUA, sempre comparem mais de um caminho, como o Google Maps e o GPS, e se for o caso, mantenham um mapa em papel no porta-luvas.

Bom, como nós tínhamos internet no celular deixamos o GPS de lado até atravessarmos St. Louis. E vou dizer, que dia longo… A estrada nunca acabava e eu estava ficando agoniada com esse trecho. O sol começou a se por quando estávamos atravessando St. Louis, cidade em que o lado direito cortado pelo rio Mississippi faz parte do Illinois e o lado esquerdo faz parte do Missouri. Não consegui tirar nenhuma foto boa do famoso arco de St. Louis… Mas, temos foto da ponte de onde é possível ver o arco, o rio, Illinois e o Missouri! Bom, isso da ponte… Não da minha foto! 🙂

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Depois que passamos por toda grande St. Louis e a noite caiu, decidimos parar para comer. Como os lugares para comer estavam ficando cada vez mais escassos (bem diferente da Flórida), vimos uma parada onde tinha um McDonald’s e decidimos parar ali mesmo. Que péssima ideia!!! Nós nunca, em lugar nenhum do mundo até então, havíamos visto um McDonald’s tão NOJENTO nas nossas vidas! Tinha moscas no teto, no painel do menu, no chão, no banheiro, no caixa, nas mesas e tudo aos montes! Eram centenas, quiçá milhares de moscas!!! Eu nunca vi tanta mosca num lugar só! Eca!!! Eca!!! Eca!!! Eu e o Lucas nem pensamos duas vezes, saímos dali antes que pedíssemos um Big Mac com molho especial e moscas, ou com qualquer outro inseto nojento… Por sorte, do outro lado da rua tinha um diner o “Dad’s Junction Cafe” simples e caseiro, com opção de sanduíches e comidas de café da manhã, tudo feito na hora e fresquinho. Pedi uma French Toast, com bastante açúcar pra aguentar dirigir pelas últimas três horas até Kansas City. Claro, sem nenhum bicho estranho nas minhas torradinhas! Hehe! 🙂

O último trecho:

Antes de relatar sobre o último trecho, queria agradecer imensamente às pessoas que inventaram o sistema “cruise” dos carros. Se não fosse por ele nós não teríamos chegado em Kansas City naquela noite. No último trecho, eu dirigi as três últimas horas com o cruise acionado o tempo todo e fui ouvindo ao Rota 42 pra ver se o tédio passava. Valeu por fazerem um podcast tão divertido, meninos!!! Chegamos tão tarde no hotel que estávamos com medo de que não daria mais para fazer check-in, mas deu tudo certinho! E então fomos dormir no Hilton Garden Inn, depois de 14 horas de estrada, e descansar para encarar o terceiro e último dia atravessando todo o Kansas e suas imensas plantações de milho, bem no estilo Superman dos quadrinhos.

by Lalá

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