Lalá & Lulu on the road: Miami – Atlanta

Eita viajão comprido esse, sô! Foram 60 horas, contando as paradas para almoçar, jantar, abastecer, alongar, esticar as pernas e dormir. Dessas 60 horas foram aproximadamente 30 horas (um pouco mais, eu diria) de estrada… Enfim, três dias para irmos de Miami na Flórida a Denver no Colorado, passando pelos estados: Flórida, Georgia, Tennessee, Kentucky, Illinois, Missouri, Kansas e chegando finalmente ao Colorado.

O primeiro trecho dessa viagem foi feito no sábado, dia 30 de setembro de 2017 e uma pequena parte dele, Miami a Orlando, já é bem conhecido dos brasileiros. Muitos turistas que vão para os parques da Walt Disney World e Universal em Orlando, optam por chegar por Miami, alugar um carro e pegar a estrada.

É óbvio que viajar de carro é bem diferente do que viajar de avião, especialmente quando há uma mudança inteira dentro do carro envolvida, como foi o nosso caso. Além disso, foi um desafio separar roupas confortáveis e ao mesmo tempo que atendessem aos diferentes climas pelo os quais encontramos, já que era outono e fomos do clima tropical de Miami até o clima gelado das montanhas, no Colorado. Uma coisa que descobri fazendo essa viagem de carro é que sou uma péssima viajante de carro porque sou super desorganizada! Nunca sabia onde estava a minha carteira (ainda bem que o Lucas sempre tinha dinheiro à mão para pagar os pedágios), nunca sabia onde eu tinha guardado o pijama, escova de dentes, etc, etc, e sempre perdia um tempão pra achar tudo… Aiai, enfim!

Para esse primeiro dia de viagem, não tenho tantas novidades para contar. Estávamos hospedados na casa de uma amiga, já que o Lucas teve que entregar o apartamento uns três dias antes da mudança e saímos de Miami com duas horas de atraso. E para piorar, perdemos a paciência de arrumar os 5% restantes da mudança e entuchamos o resto da mudança no carro de qualquer jeito… Resultado da falta de paciência: tivemos que parar num posto de gasolina 5 minutos depois que saímos de casa para nos reorganizar e conseguirmos acessar as mochilas com dinheiro, cartão, celular, documentos…

Enfim, depois de 2:30 de atraso finalmente pegamos estrada. Saímos pela I-95 para o norte, seguindo o caminho Miami – Orlando – Atlanta (I-95 – Turnpike – I-75). O trânsito na I-95 de Miami até Fort Lauderdale é sempre caótico, então a gente sempre passa pela Express Lane usando o Sunpass (Sunpass é o vale-pedágio da Flórida, equivalente ao Sem Parar do Brasil. Uma dica: se tiver com o carro alugado, tenha certeza de que o vale-pedágio está incluso, porque do contrário você certamente vai pagar uma multa bem salgada). Ao entrar na Turnpike (estadual que vai até Orlando) a estrada fica bem mais tranquila. O trecho da estrada Miami – Orlando tem uma infraestrutura bem diferenciada, especialmente pelo grande fluxo de turistas. Há uma quantidade enorme de pontos de apoio (posto de gasolina e praça de alimentação) ao longo da estrada. Todas as paradas são bem parecidas, com lojas de suvenir, e uma infinidade de restaurantes fast-food de hambúrgueres, pizza, donuts… Infelizmente nada de diferente pra ver e nem para comer além de fast-food.

Abastecendo e almoçando na estrada… Nada saudável! Detalhe da camiseta linda do Lucas (é do blog <3).

Uma coisa importante para quem está viajando por esse trecho é prestar atenção nos pedágios. Se você utilizar o Sunpass para o primeiro pedágio na Turnpike, você obrigatoriamente terá que utilizar o Sunpass no segundo pedágio. Isso porque o sistema de pedágios só vai lhe cobrar o valor proporcional do trecho que você percorreu. Entretanto, se você não tiver o Sunpass e tiver que parar nos guichês, você vai apenas pegar o bilhete no primeiro pedágio e vai pagar a tarifa somente no segundo pedágio. Tome cuidado para que você não saia da estrada sem pagar o bilhete, isso é ilegal.

Sistema de tickets no Kansas similar ao da Flórida, onde só é cobrado o trecho percorrido.

Ah, só uma coisa aleatória que observamos na estrada. Como percorremos o mesmo trecho feito pelo furacão Irma, foi interessante observar que todas as árvores e outdoors ao longo da estrada estavam tombadas para a esquerda, mesmo sentido de direção do vento. Também foi impressionante ver a quantidade de laranjas caídas no chão, onde havia plantação de laranjas. Aliás esse foi, dentre vários, um grande prejuízo proporcionado pelo furacão… Triste, né?

Atlanta aí vamos nós!

Enfim, depois de todo o trecho de sul a norte pela Flórida, finalmente entramos na Georgia lá pelas 6 da tarde. Eu já havia observado em outras partes dos EUA a mudança brusca que ocorre quando cruzamos a divisa de um estado para outro, e não foi diferente na Georgia. A agricultura é uma das mais importantes fontes de renda do estado,  e assim que entramos na Georgia toda a paisagem da rodovia mudou quase que imediatamente! Tudo na Georgia tem haver com pêssego: é o maior estado produtor de pêssegos dos EUA; há um desenho de um pêssego placa dos carros; e o vale-pedágio do estado é o Peach Pass (ou Passe-Pêssego), deve ter mais algum pêssego por aí que eu não estou me lembrando… Enfim, já era umas 6 da tarde como eu mencionei, e já estávamos meio “de saco cheio” da viagem… Resolvemos beliscar alguma coisa na estrada até chegar no hotel, porque iríamos demorar um bocado ainda. Me lembrei de uma visita técnica que eu fiz no Tennessee no ano passado e que todos os meus colegas ficaram doidos para ir no Waffle House. Vi uma Waffle House no caminho e animamos e comer um waffle, claro que já estava imaginando aquele waffle lindo e cheio de açúcar de confeiteiro por cima… Ou então geléia! Nham… Ficamos lá, os dois pastéis sonhando com o waffle até que entramos na Waffle House e… Decepção… Só pedimos um hashbrown pra segurar a fome e seguimos pra Atlanta.

Atlanta é uma cidade que definitivamente vale a pena vistar! Infelizmente não pudemos ficar muito tempo devido aos nossos compromissos com o doutorado, mas Atlanta já está na lista de próximas visitas! Ficamos no hotel Hilton Atlanta, em downtown, que é perto de várias atrações da cidade como a Coca-Cola, CNN, Georgia Aquarium, dentre outros. O hotel é muito bom, os quartos executivos têm uma vista estonteante do centro de Atlanta e o café da manhã é incluído. No hotel tem um bom bar e restaurante, e uma cafeteria (sim, Starbucks) que fica aberta o dia todo. Como chegamos em Atlanta tarde, quase as 10 da noite, optamos por jantar no restaurante do hotel e irmos dormir para encarar o segundo dia bem dispostos.

Nosso quarto no Hilton Atlanta em downtown, e o jantar no restaurante do hotel: hambúrguer da casa com batata doce frita e almondegas com gravy e purê de batatas.

O final do dia foi: papá e cama! Capotamos! Bom, esse foi o primeiro trecho de nossa viagem de Miami para Denver. Em breve o post com o segundo trecho! Espero que curtam! 🙂

Algumas dicas:

  • A maioria das locadoras de carros já fornecem os passes (tipo Sunpass, E-Z Pass, etc), entretanto em algumas locadoras isso é oferecido a um valor a parte. Vale sempre a pena conferir se seu carro terá esse benefício, e se não tiver recomendo incluir!
  • Diner é um restaurante tipicamente americano que serve basicamente café da manhã, como panquecas, bacon, ovos, linguiças, torradas e café, muito café. Há diversos diners que são 24h e servem café da manhã o dia todo, e muitas vezes alguns pratos complementares como hambúrgueres, sanduíches, sopas e saladas.
  • Hashbrown é um acompanhamento do café da manhã americano. Há dois tipos: com as batatas cortadas em cubinhos e fritas ou assadas (ou ambos); ou a batata ralada e frita, parecendo (bem de longe) com uma batata rosti. Num diner decente elas são deliciosas!

by Lalá

 

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